quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Sobre a El Víbora!

Essa foi um outra grande revista espanhola .Lançou grandes desenhistas, entre esses Max, o autor do Peter Punk. El Vibora experiementou todos os conteúdos e cores dos quadrinhos. Era lisérgica e rock and roll nas páginas. Um dos poucos desenhos coloridos, que vi, de José Munõz foi uma ilustração de capa. Só por isso já foi um marco histórico nas historietas.

Engraçado, escrevendo aqui nesse blog vou experiementado a velhice. Lembro quando eu era um guri e visitei o Barwilkel, um fã clássico da fase de ouro dos quadrinhos, o "velho" tinha um fazine que era só sobre os quadrinhos de ouro. Será que agora é a minha vez? Vou mostrar para uma geração nova uma velharia e dizer como era bom no meu tempo?

Quando conversei com David Mazzuchelli, em um jantar, na II bienal de quadrinhos do Rio de Janeiro, lá nos idos anos de 1993, sobre o que era o verdadeiro quadrinhos para ele, respondeu o que não era o verdadeiro quadrinhos: o quadrinhos careta, o quadrinhos de super-herói.
O cara que revolucionou os quadrinhos desenhado Batman Ano Um disse que quadrinhos de super-heróis são chatos, vazios e pobres. Que o legal era o quadrinhos autoral sem seres de colantes coloridos. Pessoas comuns dão histórias extraordinárias. E ainda, ele disse que adorava Max, El Víbora, Muñoz e fanzines.
Hoje ele já não desenha mais super-heróis. Ainda naquela época fugiu para os quadrinhos independentes com cara de fanzine.
Isso é o que eu chamo de autor de verdade.

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